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Comparativo de Manutenção Preventiva – TBM (tempo) e UBM (uso)

Esse comparativo de manutenção preventiva é um conteúdo para auxiliar os gestores da área na hora de criar o planejamento anual. Afinal, será que é melhor aplicar a manutenção baseada no tempo ou no uso dos equipamentos? É o que você vai descobrir nos próximos tópicos.

Uma breve introdução sobre a manutenção preventiva

Há dois principais motivos para fazer a aplicação desse tipo de manutenção que previne as falhas dos equipamentos. Um é para manter a produtividade da produção (evitando as paradas para consertos) e outro é aumentar a vida do ativo (valorizando-o mais).

Mas, aí vem a próxima questão: quais ativos merecem esse cuidado? 

Todos aqueles que são essenciais para o funcionamento normal de uma empresa. Especialmente, os ativos de maior valor, que possuem custos mais altos de reparação e substituição de peças. Temos um infográfico que detalha isso:

Sabendo disso, a outra pergunta é: qual é a melhor manutenção preventiva que existe? A pergunta não é nada fácil de ser respondida. Mas, neste conteúdo você vai entender mais sobre dois tipos: a TBM e a UBM.

O que é Manutenção Baseada no Tempo (TBM)

A manutenção baseada no tempo leva em conta um período para que esses testes sejam feitos, de modo que sejam tempos fixos. Por exemplo, os meses. A partir da data pré-determinada, o responsável deve realizar a manutenção no equipamento.

Para executar a manutenção periódica, será preciso levar em conta as prioridades dos maquinários daquele setor da indústria, os ciclos de manutenção e, obviamente, o tempo certo para que esses serviços sejam realizados.

Entre os principais motivos que levam os líderes de manutenção a optar por esse tipo de manutenção preventiva, temos: custos reduzidos, facilidade de aplicação e a previsibilidade de manter uma máquina em bom funcionamento.

Quando realizar a TBM

A manutenção preventiva baseada no tempo deve acontecer a partir de um intervalo de tempo. Pode ser de 12 em 12 meses, por exemplo. Então, após esse período se realiza a revisão do equipamento e a possível substituição programada de peças.

O objetivo da TBM é o de restaurar e substituir peças independentemente da sua condição, porém, a partir da revisão dela – o que tem que acontecer de forma periódica.

O que é a Manutenção Baseada no Uso (UBM)

É um tipo de manutenção no qual se descobre o tempo de atividade e o tempo de inatividade de um equipamento. Assim, esse cálculo indica quando uma manutenção preventiva deve ser feita a partir das horas de uso de cada máquina.

Os gestores de manutenção da indústria que optam por essa modalidade devem ter registradas as seguintes informações: uso médio diário, data de vencimento, diagnóstico do operador e tudo pode ser feito através de um sistema de monitoramento online.

Entre as principais vantagens da manutenção baseada no uso, a gente pode mencionar: o aumento da vida útil dos equipamentos, a maior disponibilidade deles e a tomada de decisões mais inteligentes por parte dos gestores.

Quando realizar a UBM

Com relação a manutenção preventiva baseada no uso, ela tem o mesmo objetivo da TBM, ao passo que também vai restaurar e substituir peças. O que muda é a forma e quando isso se torna necessário.

Na UBM, os testes são feitos através de medições de parâmetros, o que pode acontecer online. E o intervalo é fixado em um tempo de uso do maquinário. Isto é, a cada 10.000 quilômetro ou a cada 10.000 horas, por exemplo.

Qual é o melhor tipo de manutenção preventiva?

A verdade é que um programa de manutenção preventiva eficiente será aquele que une esses dois tipos de serviços disponíveis na indústria. Até mesmo porque ambos são importantes para que se evite gastos maiores com a manutenção corretiva.

O que costuma acontecer na indústria de maneira mais comum é que a TBM siga as orientações de um fabricante. Assim, será possível entender se o equipamento teve desgastes e alguma peça está danificada, o que pode acontecer devido ao tempo.

A UBM tem mais a ver com o uso de modo que os equipamentos sofrem desgastes nas peças, podendo ser mais ou menos impactante – o que vai depender exatamente do quanto esse mesmo equipamento está sendo usado.

Exemplo para entender a diferença das manutenções

Para ilustrar a diferença desses dois tipos de manutenções, podemos usar o exemplo de um carro. Dessa forma, até mesmo quem não lida diretamente com os manuais dos fabricantes vai entender esse comparativo de manutenção preventiva.

Um carro novo, quando saí da concessionária e é comercializado, precisa passar pelas revisões de fábrica. No começo, isso pode acontecer a cada 6 meses, por exemplo. Mais tarde, a recomendação é que os donos façam revisões anuais.

Assim, qual é o objetivo? Verificar se o carro está em boas condições para o uso com base nos meses do ano.

Comparativo de Manutenção Preventiva

Outro ponto é que há componentes que exigem manutenção baseada no uso e não no tempo. É o caso da troca de óleo, por exemplo. A cada 5.000 ou 10.000 quilômetros, dependendo do fabricante do produto, é preciso trocar o óleo do motor.

O objetivo também é manter o carro em bom funcionamento, só que a partir do quanto esse veículo foi usado e não, apenas, do tempo transcorrido em meses.

Mas, caso ele não tenha percorrido essa distância, aí se usa a referência do tempo (para a maioria dos fabricantes, 6 meses) e não mais do uso. O seu mecânico costuma dizer: “10.000 quilômetros ou 6 meses”, não é? 

Essa possibilidade de ser um ou outro também acontece nas máquinas industriais. 

O uso da tecnologia para as manutenções preventivas

Em determinadas situações, uma manutenção preventiva pode acontecer de modo a antecipar as falhas. É quando se percebe cheiros estranhos, mudanças no funcionamento dos equipamentos, trepidações, etc.

Só que nem sempre os sentidos humanos são capazes de detectar tais erros. É por isso que o investimento em tecnologias pode ser uma boa ideia. Assim, a partir da coleta de dados, os gestores podem saber se as máquinas estão funcionando correta ou incorretamente, por exemplo.

Essas informações em tempo real permitem uma tomada de decisão mais rápida. E vem o fato de que torna possível cruzar os dados com o histórico de reparações, substituições de peças e manutenções, fazendo um verdadeiro inventário individual de cada máquina.

Além disso tudo, o uso da tecnologia também pode ser inteligente quando se considera que a manutenção preventiva não tem que acontecer com exageros. As ações são planejadas para acontecerem de tempos em tempos ou conforme o uso.

E para quem está com dúvidas sobre como montar um plano de manutenção de equipamentos, saiba que temos um artigo publicado recentemente que fala exatamente sobre isso. Leia: como fazer um bom plano de manutenção de equipamentos na indústria.

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