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Manutenção Baseada em Horas de Uso (UBM) – O que é e como implementar

Um plano de manutenção focado no calendário é uma ideia. Assim, as preventivas se tornam mais viáveis do que as corretivas. Porém, nem sempre pensar apenas em períodos resolve. A manutenção baseada em horas de uso pode gerar melhores resultados.

Os fabricantes de peças e equipamentos fornecem um dado muito importante: o número de horas de uso até a próxima revisão. A partir dessa única informação, você enquanto gerente de manutenção pode criar um plano de UBM incrível e vantajoso.

Para conhecer mais do tema, criamos esse conteúdo. Os principais tópicos abordados são:

  • O que é manutenção baseada em horas de uso
  • Como funciona a manutenção baseada em horas de uso
  • Por que realizar a manutenção baseada em horas de uso
  • Como implementar a manutenção baseada em horas de uso

O que é manutenção baseada em horas de uso

UBM é a sigla para Usage Based Maintenance. Logo, temos a Manutenção Baseada em Horas de Uso. Ela é uma das opções de manutenção preventiva que existem no mercado e na indústria, ao passo que o seu objetivo está em avaliar um equipamento pelo uso.

O termo é recente, só que tem ganhado espaço devido ao fato de permitir uma gestão da manutenção mais assertiva, com monitoramento real do equipamento. Com os resultados obtidos, o gestor poderá agendar as atividades de revisões, ajustes e trocas de peças.

Um dos cálculos do UBM é feito com o horímetro, no qual se torna possível saber qual é o uptime (tempo de atividade) e o downtime (tempo de inatividade) de uma máquina. A resposta vai indicar quando a manutenção deve acontecer, evitando possíveis falhas.

Como funciona a manutenção baseada em horas de uso

É um tipo de manutenção que pode ser feita de modo agendado, em intervalos recorrentes. A escolha vai variar conforme a estratégia que o gestor adotar e a disponibilidade do time de técnicos. O fato é que as ações vão acontecer a partir do uso real dos ativos.

Sendo assim, nesse cronograma devem estar o uso médio diário, a data de vencimento, o diagnóstico do operador e o sistema de monitoramento (que pode ser online). Abaixo, veja as principais etapas da manutenção UBM.

Os limites de uso

A primeira etapa é verificar e definir os limites de uso para cada tipo de máquina e equipamento. O mais comum é que isso aconteça através de ciclos, como o tempo de uso. Portanto, é muito importante que se tenha um histórico dos ativos e os manuais dos fornecedores para saber a hora certa de fazer a manutenção.

As configurações do sistema

Como deu para notar, esse tipo de manutenção só vai funcionar quando se tem o registro dos dados. Por isso, a configuração do sistema de gerenciamento (CMMS) é importante. Essa etapa inclui dados como limite de temperatura, de vibração, de componentes, de potência, de paradas, entre outros.

As coletas dos dados

A última etapa vem da coleta dos dados que serão registrados. Essas leituras devem acontecer de modo ágil e seguro para gerar relatórios operacionais eficientes para o gerente de manutenção. Eles valem para a prevenção de falhas (manutenção preventiva) assim como para os novos insights (gestão da manutenção).

Por que realizar a manutenção baseada em horas de uso

Do menor tempo de inatividade até a economia de custos no setor, a verdade é que existem muitos benefícios de se aplicar a manutenção UBM. Nós temos uma seleção das 3 vantagens que mais chamam a atenção dos gerentes. 

Com certeza, você também vai achar interessante.

O aumento da vida útil dos equipamentos

Ao se optar por um tipo de manutenção preventiva baseada em horas de uso, a primeira vantagem que se tem é sobre a vida útil dos equipamentos. Afinal, eles sofrem desgastes naturais com o tempo. E quando se tem um acompanhamento disso, a vida útil aumenta, diminuindo os custos com novos ativos. Então, vida longa às máquinas.

A maior disponibilidade dos equipamentos

A segunda vantagem é o fato de permitir a maior disponibilidade dos equipamentos. Com o acompanhamento online, dá para saber que eles estão operando de maneira segura e eficiente. A técnica também tem efeito oposto: ajuda a evitar uma manutenção extra, a mais e desnecessária, o que também poderia indicar custos.

A tomada de melhores decisões

Quem é gerente de manutenção sabe que muitas vezes vem aquela impressão de que as ações estão acontecendo sem muita firmeza. Geralmente, o problema vem por conta da falha em se obter relatórios e dados confiáveis. Com a manutenção baseada em horas de uso, não. Afinal, ela envia alertas e informações reais sobre a saúde dos ativos.

Como implementar a manutenção baseada em horas de uso

Este tipo de manutenção baseada em horas de uso é uma opção interessante porque leva em conta as variáveis de uma máquina. Depois, vem o fato de que todos os membros da equipe poderão ter acesso aos dados, a partir do software que será usado para isso.

Sabendo disso, levem em conta que não há um jeito certo ou único de fazer a aplicação dessa estratégia. Porém, existem etapas que são comuns quando os gestores optam por ter essa total visibilidade dos ativos. Trouxemos essas etapas comuns, veja.

A identificação dos ativos críticos

O primeiro passo é descobrir quais os equipamentos que exigem esse tipo de manutenção mais rapidamente. Lembrando que é uma manutenção preventiva e não corretiva. Então, liste os diferentes ativos que receberão as ações. 

O ideal é ranquear por estado de criticidade.

A definição dos limites dos ativos

O segundo passo tem a ver com as informações sobre os ativos que serão monitorados. É muito importante que se tenha esse questionário respondido por completo. Por exemplo, o modelo, a classe, a potência, a temperatura máxima, os componentes, etc.

A atualização das condições dos ativos

Na sequência, começam a chegar as informações que vem dos sensores e outros instrumentos. Assim, nessa hora é importante sempre se lembrar de registrar as atividades de manutenção para cada ativo, como as planejadas, as corretivas e todas as outras.

A análise dos dados de cada ativo

A última etapa é a implementação do UBM propriamente dito. Ou seja, é necessário manter esses registros e organização para que os resultados sejam gerados. A partir da coleta e do histórico, o gerente poderá identificar os espaços para melhorias e pensar na disponibilidade dos ativos.

Outras estratégias de manutenção preventiva

Além da UBM, que acabamos de ver acima, existem outras estratégias que são comuns na manutenção de equipamentos. Entre elas: a FBM e a CBM, que você vai conhecer abaixo.

FBM (Manutenção Baseada em Falhas)

Ela acontece quando o reparo é feito após a ocorrência de uma falha. Portanto, não é um tipo de manutenção preventiva, mas sim corretiva.

CBM (Manutenção Baseada em Condições)

Essa outra opção é preventiva. Isso porque ela acontece quando a condição de um equipamento não atende mais aos critérios pré-determinados. Ou seja, é focada no desempenho dele, sendo preditiva.

Para saber mais sobre as manutenções preventivas

Se você quiser aprender mais sobre os tipos de manutenções, como montar um plano de manutenção, os indicadores de manutenção e outros assuntos ligados a esse tema, acesse o nosso blog. Disponibilizados textos informativos lá todos os meses. Bom estudo.

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