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Reciclagem de Poliuretano – saiba o que pode ser feito com o material

Atualmente, o Brasil lança no mercado 620 mil toneladas de poliuretano (mais de 3 ⁄ 4 em forma de espuma). Por isso, há uma grande preocupação sobre o que fazer com o material depois do uso. E isso fez da reciclagem de poliuretano um tema importantíssimo.

Por um lado, é possível considerar um tipo de material que é sinônimo de qualidade, durabilidade e eficiência em vários processos da indústria. Por outro, muita gente fica com dúvida porque acha que esse não é um material sustentável.

Mas, ao longo do texto, você vai ver que o poliuretano é um material ímpar e tem ganhado ainda mais ascensão conforme pesquisas sobre a reciclagem dele têm sido feitas. Afinal, é mais resistente que o plástico e mais elástico que a borracha… E também pode ser reciclado!

A composição do poliuretano

Uma dúvida que é comum na hora de falar da reciclagem de poliuretano é sobre a composição dele. Saiba que ele é um tipo de plástico. Portanto, é um polímero que vem da reação do poliol e do diisocianato. Mas, as matérias-primas podem variar conforme a aplicação final.

Já o nome, poliuretano, vem da união das unidades de uretano ou carbamato. O curioso é saber que a forma do poliuretano pode vir em líquido ou sólido. Mas, a forma do poliuretano mais conhecida é a de espuma.

Chamado de PU, ele é um dos polímeros plásticos mais usados no nosso dia a dia. Assim, as suas aplicações vão desde a fabricação de móveis até mesmo revestimentos, isolantes, calçados, vedações, tintas, preservativos e muito mais.

Aqui no blog já falamos sobre as principais características do poliuretano, relembre!

O fato é que uma das principais preocupações atuais é sobre a reciclagem do poliuretano. Afinal, como se pode reciclar o poliuretano? Quais as técnicas que existem no Brasil e no mundo? Enfim, o que fazer com o que sobra dos produtos que possuem poliuretano?

Como se pode reciclar o poliuretano

Agora que sabemos que eles são plásticos termorrígidos fica mais fácil entender que os fragmentos não podem ser derretidos e nem fundidos de novo. Essa seria uma boa ideia para o reaproveitamento do poliuretano em um novo material plástico. Porém, é impossível.

A saída foi pensar em tecnologias e técnicas que pudessem tornar o poliuretano mais ecológico. E acredite: elas foram encontradas em vários lugares do mundo. Inclusive, no Brasil. A partir do próximo tópico você vai ver algumas dessas soluções.

A reciclagem mecânica do poliuretano

Nesse caso, os resíduos industriais de poliuretano podem ser usados em resinas. Logo, se cria um tipo de material que tem propriedades ótimas para pisos e pistas de atletismo. Ou ainda para a fabricação das solas de calçados.

Ainda falando da reciclagem mecânica, saiba que a mistura de PU rígido e moído com cimento pode resultar em blocos de menor peso e maior condutividade térmica. Desse modo, há pesquisas sendo feitas para obter uma melhor resistência.

Para ficar claro, considere que a reciclagem mecânica do poliuretano é aquela que diminui o tamanho das partículas do resíduo.

A reciclagem química do poliuretano

A reciclagem do poliuretano que acontece de forma química é aquela que vem através da glicólise. Um bom exemplo vem de um estudo da Basf (empresa alemã que tem uma subsidiária brasileira em São Bernardo do Campo – SP).

A ideia é criar um processamento químico de PU a partir do material que é usado em colchões. A partir disso, é possível extrair os polióis, que serão destinados à fabricação de novas espumas. Teoricamente e a princípio, as novas espumas também serão usadas em colchões.

Os responsáveis pela pesquisa chegaram a dizer que “o objetivo é fornecer matéria-prima polimérica reciclada com uma qualidade comparável à das matérias-primas virgens”. Você pode saber mais sobre esse estudo aqui.

A reciclagem energética do poliuretano e por degradação

Mais uma ideia de reciclagem do poliuretano vem através da opção energética. Nesse caso, acontece a queima das partículas. Aliás, vale saber que as opções de reciclagem energética e por degradação são mais novas e estão em fases de testes, por isso, são menos conhecidas.

Assim, por último, também existe a possibilidade de reciclar poliuretano através da degradação. Isso porque um fungo foi encontrado na Amazônia e pode fazer esse trabalho. Por esse motivo, ele ficou chamado de “fungo que come plástico”.

Os estudantes da Universidade de Yale foram os responsáveis pela pesquisa, que ainda está sendo processada. O fungo é o “Pestalotiopsis microspora”, sendo um cogumelo capaz de ter uma dieta que é composta por plástico em um sistema anaeróbico.

A reciclagem de poliuretano no Brasil

No Brasil, a reciclagem de poliuretano segue as tendências mecânicas. Inclusive, com o exemplo da subsidiária da Basf, que foi mencionada acima. Porém, alternativas químicas também têm sido referência por aqui.

Existe até estudo que falou sobre o fato de que a reciclagem de PU é viável para fins financeiros. Leia um trecho: “através da glicólise foi possível ter economia de até 10,9% na produção de um novo produto”. O estudo é de São Caetano do Sul e você pode ler depois.

Assim, a Empotech é uma das principais empresas que apoiam essa ideia sustentável de dar uma nova vida a um material tão incrível. E se você quer continuar por dentro desse mercado, conhecendo mais do poliuretano e dos processos de reciclagem, acompanhe o blog.

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